Há um esquecimento persistente nos
projectos residenciais mais cuidados: o quarto é tratado por último, e o
closet é resolvido à pressa. O Zenit existe para acabar com esse
esquecimento.
Há um gesto
que fazemos todos os dias, antes de o dia começar. Entramos no espaço de
vestir, abrimos gavetas, percorremos peças com os olhos. É um momento
privado, silencioso, quase meditativo, e acontece num espaço que, na
maior parte das casas, foi tratado como um apêndice, funcional no mínimo
necessário, pensado por último.
Esta
é a contradição que o Zenit, de Rimadesio, torna visível. Num projecto
residencial de ambição, cada material é escolhido com intenção. Cada
superfície responde a um plano compositivo. Cada espaço tem uma lógica.
Excepto o closet. O closet ainda resolve-se com um sistema de
prateleiras standard, como se o espaço mais íntimo da casa não merecesse
a mesma atenção que a cozinha ou a sala de estar.
O
Zenit propõe outra hipótese: uma em que o walk-in closet é
arquitectura, com a mesma densidade de decisões, a mesma coerência de
materiais e a mesma permanência no tempo.
Rimadesio e a gramática do detalhe invisível
Para compreender o Zenit, é preciso compreender a Rimadesio.
Fundada
em 1956 em Brianza, o coração da produção de mobiliário italiano de
alta qualidade, a marca construiu a sua identidade num princípio que é
simultaneamente simples e exigente: os materiais não precisam de ser
disfarçados. A sua honestidade é o acabamento.
Esta
convicção atravessa toda a linha de produto da marca, das portas e
divisórias ao sistema Zenit. O vidro é vidro, tratado, lacado, calibrado
na sua transparência ou opacidade, mas sempre reconhecível como
matéria. A madeira guarda a memória da árvore, em veios que não são
uniformizados mas preservados. O alumínio estrutura sem esconder a sua
lógica construtiva.
É o que a Rimadesio designa internamente como material honesty, uma filosofia que se opõe ao encobrimento decorativo que domina grande parte do mercado.
“Num sistema bem desenhado, cada elemento justifica a sua presença. Não há ornamento. Há decisão.” Princípio Rimadesio
O
Zenit foi desenhado por Giuseppe Bavuso, um dos nomes mais rigorosos no
panorama do design industrial italiano. A sua abordagem reflecte esta
filosofia: a estrutura é o elemento estético, e a função é inseparável
da forma.
O sistema: montantes, módulos, liberdade de configuração
O Zenit organiza-se a partir de um elemento central: o montante vertical, fabricado por medida, sempre do chão ao tecto.
É
este elemento que define o carácter do sistema. Não existem folgas no
topo, não existem espaços perdidos entre a prateleira e o pé-direito, o
closet ocupa o espaço com totalidade.
Sobre estes montantes, todos os elementos de organização se fixam de forma livre:
prateleiras abertas ou fechadas
gavetas de perfil ultrafino em alumínio extrudido
varões de suspensão para casacos e peças longas
organizadores específicos para calçado, gravatas ou acessórios
espelhos de corpo inteiro integrados na composição
A lógica de encaixe foi concebida para que qualquer elemento possa ser reposicionado ou substituído sem intervenção estrutural.
Não há altura pré-definida, não há módulos fixos.
Esta
não é apenas uma característica técnica, é uma posição filosófica. O
Zenit parte do pressuposto de que os hábitos e as necessidades de quem
habita um espaço mudam com o tempo, e que um sistema inteligente deve
acompanhar essa evolução sem se tornar obsoleto.
Características do sistema Zenit
Montantes Fabricados por medida, do chão ao tecto. Alumínio de expressão técnica.
Gavetas Alumínio extrudido. Apenas 8 mm de espessura de perfil. Fecho amortecido.
Posicionamento Todos os acessórios são reposicionáveis em qualquer ponto do montante, sem altura pré-definida.
Configurações Em linha, em esquina (L) e em U. Adequado a walk-in closets e a alçados únicos.
Iluminação Integração de LED nas prateleiras, nos montantes e no topo do sistema.
Personalização Combinação livre de vidro, madeira e alumínio dentro da mesma composição.
Materiais: três linguagens, uma coerência
O Zenit existe em três grandes
linguagens materiais, cada uma com um carácter distinto, todas capazes
de coexistir dentro da mesma composição.
Vidro lacado Brilhante ou mate. Gama Ecocolorsystem da Rimadesio, com centenas de tons. Maximiza a percepção de luz e profundidade.
Madeira Carvalheira cinza, laricho carvão, olmo. Introduz calor, textura e sensorialidade ao espaço de vestir.
Alumínio Estrutura e gavetas. Perfil técnico, quase pós-industrial. A coluna vertebral visual do sistema.
A
possibilidade de combinar estas três linguagens dentro da mesma
composição é o que torna o Zenit singular. Não se trata de escolher um
acabamento, trata-se de construir um plano de materiais que dialogue com
o quarto, com a suite e com o projecto global da casa.
Um
closet com montantes em alumínio, prateleiras em vidro branco mate e
gavetas em carvalheira cinza não é uma combinação aleatória. É uma
decisão compositiva com a mesma intenção de um plano de materiais de
arquitectura
O Zenit no projecto: como se especifica
Integrar o Zenit num projecto começa pela leitura do espaço, não apenas pelas suas dimensões, mas pelas suas relações.
Como
entra a luz? Existe um percurso de circulação que o sistema deve
respeitar? O walk-in é visível a partir do quarto, ou é um espaço
autónomo?
A versatilidade
de configuração do Zenit, em linha, em L ou em U, torna-o adequado tanto
a walk-in closets de grande dimensão como a alçados únicos num quarto
onde o armário é o elemento principal.
Em qualquer dos casos, a especificação segue uma lógica clara:
Altura dos montantes Definida com base no pé-direito real. A continuidade do chão ao tecto elimina o espaço perdido.
Grelha de acessórios Construída a partir dos hábitos reais de utilização.
Plano de materiais Desenvolvido em coerência com o quarto e com a casa.
Iluminação Integração de LED como parte essencial da qualidade do espaço.
Para quem existe o Zenit
O Zenit não é um ponto de partida. É uma chegada.
A
decisão de quem quer tratar o espaço pessoal de forma definitiva, com
um sistema que não envelheça visualmente, que evolua com quem o habita e
que seja coerente com o nível de exigência do projecto global.
É a escolha natural:
em renovações onde o closet ficou para trás
em projectos novos com clientes exigentes
em suites onde o walk-in é visível
em arquitectura e interiores onde não há espaço para incoerências
Não é para quem procura velocidade ou preço baixo. É para quem entende o espaço pessoal como um investimento duradouro.
O espaço de vestir como acto de habitação
Há uma coerência implícita numa casa
bem pensada: não existe um espaço menor, um espaço que merece menos
atenção, um espaço que se resolve à pressa porque ninguém o vai ver.
O quarto, e o closet que faz parte dele, são a parte mais privada da casa. A parte onde o dia começa.
O Zenit, de Rimadesio, torna possível tratar esse espaço com a mesma intenção com que se trata o resto.
Não através de ostentação, mas através de rigor, a única forma que não envelhece.